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Impérios ibéricos nos tempos modernos. Algumas reflexões sobre a globalização – Sessão de Resumo

"No último dia 13 de janeiro comemoramos em Fide, no âmbito do fórum Aulas de História: Homens, factos e histórias, a sessão sobre Impérios Ibéricos na Idade Moderna. Algumas Reflexões sobre a Globalização"

Fide convocou esta sessão com o objetivo de analisar a globalização como um fenômeno com muitos epicentros em que os impérios - e em particular os impérios português e espanhol - foram atores decisivos desde o século XV.

Nesta sessão foram analisadas as forças que contribuíram para este processo, tanto de Espanha e Portugal como de outras áreas e impérios do planeta -muitas vezes esquecidos da perspectiva europeia mas cuja importância na globalização também vale a pena considerar-, bem como a coordenadas em que se movimentaram ambas as formações imperiais, unidas na coroa dos Habsburgos espanhóis em um período decisivo do referido processo (1580-1640/69). Da mesma forma, o professor Yun enfatizou a relevância dos atores sociais não necessariamente subordinados aos impérios, mas que foram centrais para a globalização inicial, como os das diásporas -hebreus, armênios e outros- ou das ordens religiosas e redes de comerciantes asiáticos e europeus.

Nesta perspectiva, surgiu a oportunidade de aprofundar o processo de construção de um mundo globalizado, bem como os problemas que este representou para várias partes do mundo e, em particular, para os próprios impérios ibéricos. Embora a apresentação e a abordagem do debate tenham se centrado em questões de natureza histórica, pretendeu-se assim apresentar algumas reflexões e propostas que contribuam para a compreensão da difícil relação entre globalização e impérios até hoje.

A dimensão histórica do processo de globalização tem atraído a atenção de muitos historiadores nos últimos anos. É particularmente interessante no contexto ibérico, dado o protagonismo que tanto Espanha como Portugal tiveram nele. O professor Yun-Casalilla ofereceu em seu discurso um panorama completo, tanto cronológico quanto espacial, dos diferentes circuitos que teciam essa rede de relações em nível planetário, não apenas por agentes econômicos, mas também por outros. Eram terra e mar; longas e curtas distâncias, e se espalham tanto de leste a oeste quanto em sentido contrário desde a Idade Média até os dias atuais. Nesse sentido, o Professor Yun dedicou especial atenção à incorporação da China neste processo, bem como ao impacto qualitativo e quantitativo que teve no planeta.

Temos na sessão com a intervenção de Bartolomé Yun-Casalilla, Professor de História Moderna da Universidade Pablo Olavide de Sevilha e a moderação do Diretor do Fórum, Juan E. Gelabert Gonzalez, Professor de História Moderna, Universidade da Cantábria.

Leitura recomendada:

  • João Darwin, Depois de Tamerlane: A história global do império desde 1405 (Londres: Blumsbury, 2008).
  • John H Elliott, Impérios do mundo atlântico. Espanha e Grã-Bretanha na América, 1492-1830, (Madri: Touro, 2006).
  • Bartolomé Yun Casalilla, Os impérios ibéricos e a globalização da Europa (Barcelona: Galáxia de Gutenberg, 2019).

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